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QUARTETO BRASILEIRO DE VIOLÕES FAZ GRAVAÇÃO HISTÓRICA DE ALBÉNIZ (Manchete). O disco é tão bom que até dá receio de fazer um elogio, para não prejudicar. Mas o mínimo que se deve dizer é que esta gravação da Suite Iberia de Albéniz pelo Quarteto Brasileiro de Violões, recém-lançada pelo selo americano Delos, passa a ser uma das gravações de referência da obra-prima do compositor catalão… Há nisso uma justiça mais que poética. Composta para piano, Iberia tem por dentro uma espécie de violão ideal, sonhado, uma espantosa guitarra espanhola que vai se dividindo em outras à medida que a música progride, com suas mil fantasias timbrísticas e contrapuntísticas. E é justamente este violão que se escuta agora, na transcrição do Quarteto, como se fosse a tradução da tradução, reconduzindo a música à sua origem… Nos seus três discos anteriores, o Quarteto gravou desde transcrições inéditas de compositores brasileiros (o Quarteto de Cordas no.2 de Camargo Guarnieri, por exemplo) até as Suítes Orquestrais de Bach, A experiência acumulada converge para estas transcrições de Albéniz, numa interpretação de tirar o fôlego, não só pelo virtuosismo mais exuberante, em passagens rápidas e ritmos sincopados, mas também pelo virtuosismo de outra ordem, no controle muito fino dos tempos e na qualidade especial dos timbres, em planos sobrepostos… Em 2000, o pianista Daniel Barenboim tocou memoravelmente dois cadernos de Iberia na Sala São Paulo. Seu Albéniz parecia um precursor genial dos modernistas Ravel e Messiaen; e mais até do que Alicia de Larrocha, reverenciada pelo Quarteto, é em Barenboim que esse disco faz pensar. Eles ficam, agora, nessa companhia, sob o sol ideal de Ibéria, e à sombra de ninguém.
FOLHA DE SÃO PAULO, sobre o CD Suite Iberia
 
Motivo para festejar… grande brilhantismo e enorme musicalidade… energia e impulso… [repertório] arranjado com supremo bom gosto e sensibilidade… Eles tocam como um, com um dom para o colorido a um tempo variado e integrado. Respiram juntos, dando às execuções uma singular aura orgânica… Uma síntese ideal de brilhantismo e devaneio, calor tropical e clareza de idéias… A sonoridade do grupo poderia ser um capítulo à parte. Graças ao violão de oito cordas desenvolvido por Paul Galbraith, acentuado por uma caixa de ressonância, o conjunto como um todo ganha uma ampla tessitura, dotando a música de uma riqueza extra… Um disco insuperável.
JORNAL DA TARDE, sobre o CD Essência do Brasil
 
Este CD está sendo muito elogiado no exterior, e por uma boa razão… uma gravação tão maravilhosa como esta não aparece desde 1982 (com exceção do Duo Assad, obviamente)… o poder de expressão que permeia todo o CD pode ser sentido já nas primeiras notas. Parabéns ao Quarteto pelo seu sucesso e por esta gravação indispensável. Uma absoluta obra-prima.
VIOLÃO INTERCÂMBIO, sobre o CD Essência do Brasil